Julgo que todos nós já passamos por isso, renascer das cinzas.
De uma forma ou de outra, por este ou o outro motivo, mas todos nos já lá estivemos.
Queima-nos por dentro, corrói-nos o espírito, até reduzir-nos a cinzas. Mas quando estamos no fundo entre a poeira, a força da Fénix surge, eis que temos de renascer, como se colássemos grão a grão, criando um coração novo.
Então novas forças emanam do nosso corpo, unindo-se contra sentimentos destrutivos que nos vão deitando a baixo.
Essa luta é humanamente dolorosa, traz-nos momentos de loucura e de pouca lucidez, mas onde predomina a inexistência de forças, temos de ir encontra-las em pequenos gestos e alegrias que as pessoas que gostam realmente de nos podem proporcionar.
Nesses momentos, por vezes curtos, somos felizes, esquecemos o que nos rodeia.
Mas são esses momentos que temos de agarrar, transformá-los de certa forma em força para escalar a montanha que temos à frente, e subir até ao cume onde está a tão desejada paz de espírito.
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