segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O rumo do meu mundo...
Cada toque, cada sentido, cada carinho, mergulho na beleza da imaginação e flutuo nos teus lençois de cetim. Por vezes insistente, crias a maravilha do sentimento, o esplendor do conforto e o aconchego do abraço, es o caminho escolhido, que descobri no meio do labirinto. Puxas-te-me o espirito de dentro do negro buraco onde tentava lutar contra as cebes mortas pelo rancor. Hoje olho e vejo a tua beleza, única, magnifica, esplendorosa, transmites a segurança e a cumplicidade, a vida e a força. Mudas-te o rumo do meu mundo, arrancas-te com as tuas proprias mãos o lado obscuro do meu coração, transformando um pedaço de rocha num orgão vital para qualquer ser. Pulsionaste a minha vontade de lutar e de vencer, algo que tinha desistido, desistido por falta de forças e de objetivos. Mas não, desfibrilhaste a minha vontade e criaste com um simples sorriso a puresa de um sentimento.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
A rosa e o cato...
Há dias em que a lembrança se abate sobre o ténue e frágil coração, momentos que nos entram no espirito e abalam todo um estado de tranquilidade. Mas os pilares são fortes, criados com a espinha dorsal de Zeus e a beleza de Afrodite, torres firmes e estáveis, que colam todo um sentido de vida. Pois ela passa, e não para, pode deixar-nos marcas e cicatrizes, que nos transformam em seres humanos e não em máquinas cíclicas, que só servem para produzir um medíocre estar.
Sei que nem sempre desdobramos os sentidos, mas sabemos distinguir uma rosa de um cato, apesar de serem ambas flores, proporcionam sensações diferentes. Uma oferece um aroma sensível e mágico, a outra oferece uma árdua dor...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Ser criança por momentos...
Ontem deparei-me com uma imagem que nos tempos que correm, é raro ilustrar-se. Um simples momento entre uma mãe e um filho, uma simples ligação e sintonia. A mãe ensinara ao filho artes que desvaneceram com a evolução dos tempos e das épocas. O menino, pequenino, tremolo, tentava impetuosamente equilibrar-se em cima de um skate. Sua mãe por si só, incentivava a pequena cria com um brilho nos olhos, com uma vontade de lhe dar o conhecimento das aventuras que outrora tenha tido. Esta imagem fez crescer em mim as lembranças de quando passamos pela primeira fase da nossa vida, sentir a força da juventude e o poder dos sonhos. Vi à minha frente o mundo diferente que vivemos, repletos de alegrias e paixões, mas sempre com um sorriso na face. Caiamos, sujávamo-nos, feriamo-nos mas principalmente brincávamos, com artefactos criados por nos próprios, com uma única bola, com um único boneco, no entanto não deixávamos de brincar.
Os tempos não eram fáceis, nem sempre tínhamos o que realmente desejávamos, da primeira aparição da BMX, até à bicicleta de montanha, da transição da TV a preto e branco para a TV a cores, atravessámos fases evolutivas que nos iam marcando aos poucos, e ao mesmo tempo modificava-nos até chegarmos ao que somos hoje.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Para ti…
As imagens refletem-se no meu pensamento como uma tela de um filme, desde que me lembro de ser gente, foi a imagem que tentei sempre seguir. Cada passo teu, tentava emita-lo com um sorriso. Lembras-te dos mortais que davas? E eu pequenito a tentar fazer o mesmo, claro sempre sem sucesso, nunca tive a tua vida, nunca tive a tua força. Ensinaste-me a andar de motorizada, ensinaste-me a pescar, deste-me o conhecimento da tua maior paixão, partilhas-te os teus princípios. Sempre com uma disposição incrível, nunca fugiste ao trabalho, nunca deixas-te nada por dizer. Com temperamento forte, personalidade própria, sempre nos acompanhas-te, mesmo que nem fosse da melhor forma, pelo menos aos nossos olhos, mas era a tua maneira de ser. Simples e humilde, nunca deixas-te que te enxovalhassem, sempre mantiveste a tua postura, e era essa a mensagem que nos passavas. Hoje quando te vejo sorrir, nasce em mim uma alegria que não se explica, vejo que lutas todos os dias e que sobrevives com uma força incrível, vences as limitações e cumpres sempre com o teu dever. Se bem que os tempos mudam, nós crescemos e tornamo-nos adultos, os papéis invertem-se muitas das vezes, mas a educação que nos desde, faz-nos distinguir entre uma gargalhada e o respeito. Podes até nunca ler estas palavras, mas quem o fizer, poderá conhecer um pouco da pessoa que és.
A cima de tudo e todos és meu pai…
A Infância nunca morre...
Aproxima-se a primavera, o tempo que outrora levantava a chuva e renascia a natureza. E a cada dia, sempre que um raio de sol levanta, sempre que a brisa sopra, renasce em mim a vontade de viver, de sentir esse aroma proveniente desse fenómeno e lembrar que boa foi a infância. A inexistência de responsabilidades, o sabor da brincadeira, o toque da terra. Mas crescemos, e a realidade é outra, temos emoções diferentes, sentimos de outra forma.
Acredito que fica sempre alguma coisa desse tempo, pois no fundo sou uma criança, cheio de sonhos, de imaginações quase impossíveis, no entanto, não deixo de acreditar nelas, luto todos os dias para as manter vivas, para que me façam correr, como se fossem objetivos que me fazem mover obstáculos, que me fazem sentir o que no fundo sempre fui…
sexta-feira, 2 de março de 2012
Liberdade...
Hoje libertei-me, soltei um grito forte que me assombrava o coração.
Hoje acordei, abri os olhos que teimavam em ver a realidade.
Hoje percebi que estou vivo, e que a vida não se reflecte num desejo sem futuro.
Hoje olhei à minha volta, endireitei a cabeça, e espreitei por cima do meu ombro, descobri que o mundo é lindo para desperdiçar com sombras que não valem um desabafo.
Hoje estou feliz por estar vivo, por poder respirar de alívio e sentir o ar que me enchem os pulmões.
Hoje sei que nem tudo é mau, aconteceu porque tinha de acontecer, porque tinha de aprender mais uma lição.
Hoje…
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
As cores do vento...
Este fenómeno da nossa bela natureza, tem capacidade de mover montanhas e ao mesmo tempo acariciar o nosso rosto como uma leve pena. Transporta muitas vezes no seu ventre, aromas que nos fazem criar vidas entre os nossos pensamentos.
Fechar os olhos e sentir as cores do arco íris a deslizar por entre os traços da nossa pele e imaginar aquela mão que tanto queríamos que nos tocasse, sentir o calor do seu carinho e o perfume do seu amor...
Fechar os olhos e sentir as cores do arco íris a deslizar por entre os traços da nossa pele e imaginar aquela mão que tanto queríamos que nos tocasse, sentir o calor do seu carinho e o perfume do seu amor...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Sentido de uma lágrima...
Uma lágrima derramada tem tantos destinos no sentimento, ao longo do seu percurso pelo rosto pode transmitir tanta mensagem.
A sua trajectória, a sua velocidade, a sua direcção, tem tantos significados, mas um só sabor.
Salgado como um grão de sal, muitas vezes amargo e doloroso, com velocidade constante, inunda-nos o coração de tristeza.
Mas por outras, doce e quente, como um pedaço de caramelo, envolve-nos o sorriso numa mistura agridoce, preenchendo-nos os vazios deixados pelos desgostos…
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Amor, sexo e ódio…
Onde é que estas palavras se cruzam? Onde é que estas palavras têm ligação? Mas existe sempre um elo de ligação entre estes termos, o sexo pode ser feito sem amor, é verdade, mas não é sentido.
No amor pode nem haver sexo, mas é um amor que não é vivido.
O ódio aparece quando tudo acaba, sentimento sombrio que depois permanece.
Por vezes pergunto-me, qual é a fórmula que os casais com 50 anos de casados utilizam? Pois, já ouvi muito a expressão, “eram outros tempos…”, realmente eram, mas como é que o amor sobrevive tanto tempo? Também já me disseram que a o amor se torna em amizade e companheirismo, também não discordo. Mas faz-me confusão como dividir o nosso espaço, o nosso mundo com uma pessoa todo esse tempo, sem sentir algo. Mas a realidade é que é possível, pois se não o fosse, não existiria essa magia que muitos dos nossos pais têm. Esse mundo que lá no fundo todos nós sonhamos, e queremos ter mais tarde ou mais cedo.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Reflexo do espelho
Muitas vezes as imagens que são criadas pela nossa retina não correspondem à realidade, são ilusões ópticas que imaginamos ser a verdade. Os nossos olhos só vêem o que queremos ver, como um reflexo destorcido de um espelho de circo, podem nem estar bem definidos, mas como humanos que somos, a cegueira trava-nos batalhas ilusórias que nos transforma em meros ignorantes e ridículos mortais.
Cabe-nos saber crescer, amadurecer e identificar o que nos faz mal, mesmo que nos custe desfazer essa ilusão que nos vais na alma, pois a realidade é madrasta, não escolhe partidos nem define razões.
Lutar é a saída…
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Hoje acordei com aquela vontade de dizer que gosto de ti…
Porquê só damos valor às pequenas coisas quando as perdemos? Pergunta mítica não é?
Pois como esta pergunta existem muitas mais que nos fazemos a nós próprios muitas vezes, porque gosto eu desta pessoa que me trata tão mal? Porque não gosto eu daquela que gosta de mim? Porque não temos um botão de ON e OFF? Pois, não temos e por mais que nos perguntemos, não temos respostas para estas perguntas. Os sentimentos não se controlam, por mais que tentamos.
Mas conquistam-se, e com gestos por vezes tão simples que nem damos conta da importância que têm. No entanto, quando os perdemos, o vazio é imperativo no campo dos sentimentos, e começamos a ver esses pormenores como realmente eles são, dando-lhes a importância devida, a qual muitas das vezes já vem tarde.
O ser humano é assim, cego por vezes, não sabendo gerir o que a vida de melhor lhe dá…
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