As imagens refletem-se no meu pensamento como uma tela de um filme, desde que me lembro de ser gente, foi a imagem que tentei sempre seguir. Cada passo teu, tentava emita-lo com um sorriso. Lembras-te dos mortais que davas? E eu pequenito a tentar fazer o mesmo, claro sempre sem sucesso, nunca tive a tua vida, nunca tive a tua força. Ensinaste-me a andar de motorizada, ensinaste-me a pescar, deste-me o conhecimento da tua maior paixão, partilhas-te os teus princípios. Sempre com uma disposição incrível, nunca fugiste ao trabalho, nunca deixas-te nada por dizer. Com temperamento forte, personalidade própria, sempre nos acompanhas-te, mesmo que nem fosse da melhor forma, pelo menos aos nossos olhos, mas era a tua maneira de ser. Simples e humilde, nunca deixas-te que te enxovalhassem, sempre mantiveste a tua postura, e era essa a mensagem que nos passavas. Hoje quando te vejo sorrir, nasce em mim uma alegria que não se explica, vejo que lutas todos os dias e que sobrevives com uma força incrível, vences as limitações e cumpres sempre com o teu dever. Se bem que os tempos mudam, nós crescemos e tornamo-nos adultos, os papéis invertem-se muitas das vezes, mas a educação que nos desde, faz-nos distinguir entre uma gargalhada e o respeito. Podes até nunca ler estas palavras, mas quem o fizer, poderá conhecer um pouco da pessoa que és.
A cima de tudo e todos és meu pai…