segunda-feira, 19 de março de 2012

Para ti…

As imagens refletem-se no meu pensamento como uma tela de um filme, desde que me lembro de ser gente, foi a imagem que tentei sempre seguir. Cada passo teu, tentava emita-lo com um sorriso. Lembras-te dos mortais que davas? E eu pequenito a tentar fazer o mesmo, claro sempre sem sucesso, nunca tive a tua vida, nunca tive a tua força. Ensinaste-me a andar de motorizada, ensinaste-me a pescar, deste-me o conhecimento da tua maior paixão, partilhas-te os teus princípios. Sempre com uma disposição incrível, nunca fugiste ao trabalho, nunca deixas-te nada por dizer. Com temperamento forte, personalidade própria, sempre nos acompanhas-te, mesmo que nem fosse da melhor forma, pelo menos aos nossos olhos, mas era a tua maneira de ser. Simples e humilde, nunca deixas-te que te enxovalhassem, sempre mantiveste a tua postura, e era essa a mensagem que nos passavas. Hoje quando te vejo sorrir, nasce em mim uma alegria que não se explica, vejo que lutas todos os dias e que sobrevives com uma força incrível, vences as limitações e cumpres sempre com o teu dever. Se bem que os tempos mudam, nós crescemos e tornamo-nos adultos, os papéis invertem-se muitas das vezes, mas a educação que nos desde, faz-nos distinguir entre uma gargalhada e o respeito. Podes até nunca ler estas palavras, mas quem o fizer, poderá conhecer um pouco da pessoa que és.
A cima de tudo e todos és meu pai…

A Infância nunca morre...

Aproxima-se a primavera, o tempo que outrora levantava a chuva e renascia a natureza. E a cada dia, sempre que um raio de sol levanta, sempre que a brisa sopra, renasce em mim a vontade de viver, de sentir esse aroma proveniente desse fenómeno e lembrar que boa foi a infância. A inexistência de responsabilidades, o sabor da brincadeira, o toque da terra. Mas crescemos, e a realidade é outra, temos emoções diferentes, sentimos de outra forma.
Acredito que fica sempre alguma coisa desse tempo, pois no fundo sou uma criança, cheio de sonhos, de imaginações quase impossíveis, no entanto, não deixo de acreditar nelas, luto todos os dias para as manter vivas, para que me façam correr, como se fossem objetivos que me fazem mover obstáculos, que me fazem sentir o que no fundo sempre fui…

sexta-feira, 2 de março de 2012

Liberdade...

Hoje libertei-me, soltei um grito forte que me assombrava o coração.
Hoje acordei, abri os olhos que teimavam em ver a realidade.
Hoje percebi que estou vivo, e que a vida não se reflecte num desejo sem futuro.
Hoje olhei à minha volta, endireitei a cabeça, e espreitei por cima do meu ombro, descobri que o mundo é lindo para desperdiçar com sombras que não valem um desabafo.
Hoje estou feliz por estar vivo, por poder respirar de alívio e sentir o ar que me enchem os pulmões.
Hoje sei que nem tudo é mau, aconteceu porque tinha de acontecer, porque tinha de aprender mais uma lição.
Hoje…